A quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso. (Manoel de Barros)



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sábado, 27 de outubro de 2018

Um cheiro de flor


E o vento me trouxe o doce aroma do jasmim...
Plumeria rubra

Jasmim-manga, árvore-pagode, frangipane, jasmim-de-caiena, jasmim-de-são-josé, jasmim-do-pará, pluméria




Que importa o nome se com qualquer outro nome terá sempre o mesmo perfume?

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Flores


Cultivadas não somente como ornamento, tendo muitas outras aplicações, as flores, caprichosas criaturas, são sensíveis ao lugar onde crescem e aos momentos do dia.
Assim é que, nos Alpes, a fragrância da violeta é mais doce e, na Itália, sobretudo em Parma, a violeta segrega óleos essenciais mais fortes e embriagadores.
Inigualáveis são as rosas da Síria e suas rubras irmãs da Bulgária.
Não há lavanda tão docemente penetrante quanto a Inglesa, nem jasmim tão perfumoso quanto o da Espanha. Na região de Grasse, na Provença francesa, dão-se esplendidamente as flores de cheiro mais variadas.


Há flores que escolhem a noite para exalar seus perfumes. Assim são a dama-da-noite e o gerânio triste. Só de dia, desprendem seus aromas, por exemplo, os cestros diurnos e algumas ninféias, recusando à noite suas dádivas. Muitas por sorte, perfumam o ar noite e dia...


Conhecendo-as bem e podendo distinguir as horas mais propícias à expansão de seus corpos odoríferos, é possível delas extrair essências mais abundantes e preciosas.


Henda - Segredos de Tias e Flores

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sábado, 21 de maio de 2011

Lavanda


Não se sabe exatamente a origem da lavanda, se na Pérsia, Egito, Grécia ou Itália como sugere algumas fontes. Não se pode determinar com absoluta certeza quem primeiro desfrutou do prazer da lavanda e das suas muitas propriedades curativas.
Cresce principalmente nas regiões quentes do Mediterrâneo, encontrada aclimatada e nativa em diferentes pontos do globo. Foi trazida para a América pelos colonizadores, sendo aclimatada no Brasil onde é mais conhecida como alfazema.
O perfume da lavanda, de certa maneira, penetrou em regiões inteiras da Europa, contribuindo para a formação cultural da maioria dos países.
A lavanda nos encanta e seduz.

Suas flores desabrocham no topo de uma estrutura que parece um candelabro de sete braços e exalam um aroma limpo, fresco e calmante. A lavanda gosta de ar, espaço, luz e o calor do sol.
A lavanda emana uma nobre e doce paz
Consegue atingir nossos corpos e almas, seja através da pele ou pelo olfato, do ar que respiramos. Atravessa complexos caminhos, alcança seu destino final – o centro nervoso, onde nossas memórias emocionais encontram-se armazenadas. Mesmo sendo etéreos, os efeitos da lavanda são, todavia, reconhecidos tanto que a ciência médica moderna os tem analisado com sucesso.
As substâncias ativas do óleo de lavanda podem melhorar a nossa qualidade de vida, tanto física ou emocionalmente. O seu aroma delicioso tem o dom de trazer alegria, abrindo as asas da nossa imaginação e tornando o raciocínio mais claro e sereno.
Tem o dom de gerar harmonia, quando necessário, de maneira sutil e delicada. Tanto acalma como nos dá energia e vontade firme.

Está presente em grande parte da história da perfumaria e até hoje, a lavanda continua a ocupar a sua posição de fragrância mais familiar e mais utilizada pelo povo.
Amplamente utilizada no preparo de sabonetes, perfumes, tônicos para a pele, loções de limpeza, sachês, almofadas, entre outros.

São inúmeras as espécies desta planta e conforme a região onde cresce, haverá uma variação no seu aroma, onde seus componentes químicos podem variar em quantidade, devido às variações de solo e de clima.
Qualquer que seja a espécie, sempre será reconhecida a fragrância da lavanda.

Lavandula angustifolia /Lavandula dentata / Lavandula lanata / Lavandula multifida /
Lavandula latifolia / Lavandula stoechas / Lavandula viridis
, entre outras.

Fotos da Internet.

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sábado, 7 de maio de 2011

Violeta



O perdão é a fragrância que a violeta derrama sobre o calcanhar que a esmagou.
(Mark Twain)

Existem cerca de 700 variedades de violetas, a maioria de cor roxa, mas também existem as cor-de-rosas e brancas.
Existem variedades cultivadas e variedades espontâneas como a violeta silvestre ou violeta-de-cheiro.
A violeta branca em estado espontâneo é um verdadeiro elixir da beleza e longevidade, os druidas a utilizavam em seus rituais. As violetas brancas possuem um aroma considerado afrodisíaco e acredita-se que são portadoras de boa sorte.


O óleo essencial das violetas tem como principal componente, a ionona, de aroma marcante, floral, frutal e lenhoso, é muito usado em perfumaria para perfumar sabonetes, cremes e outros cosméticos.
Os antigos gregos eram grandes mestres da destilação e fabricavam um perfume a partir das flores de violeta, alfazema, melissa e rosa.




A frase de Mark Twain eu peguei emprestados do blog "Perfume de Jacarandá".
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terça-feira, 29 de março de 2011

Jasmim do Cabo


Todo jardim deveria ter um jasmim-do-cabo,
aquela flor que perfuma,
embalsama,
derrama óleo grosso
nos pés da noite.
Todo jardim deveria ter um jasmim-do-cabo,
o dia transcorreria em agonia,
mas a lua viria
desatar os laços da magia
e nos tiraria o fôlego.
Todo jardim deveria ter um jasmim-do-cabo,
absorveríamos no pulmão
uma torrente de pétalas brancas
e voaríamos como anjos
tocando banjos na noite.

Raquel Naveira



No início da primavera, a gardênia começa a se cobrir de belas e perfumadas flores brancas.
Mesmo não sendo uma espécie da família dos jasmins o seu nome popular é jasmim-do-cabo. O responsável pelo nome “gardênia” foi o botânico americano Alexandre Garden. Existem cerca de 250 espécies conhecidas como gardênia, porém a mais cultivada e famosa é a Gardenia jasminoides que, recentemente, parece ter sido reclassificada como Gardenia augusta.
Além das flores que, sem dúvida, são o verdadeiro espetáculo da planta, a gardênia produz uma folhagem verde escuro muito bela e brilhante, com o detalhe que as folhas não caem durante o inverno.

Seu perfume doce e intenso inspirou doces poesias como esta e músicas como “Perfume de Gardenia” e “Dos Gardenias", esta última com letra e vídeo para nos deliciar ainda mais.

Dos Gardenias
Buena Vista Social Club
Composição : Isolina Carillo



Dos gardenias para ti
Con ellas quiero decir:
Te quiero, te adoro, mi vida
Ponles toda tu atención
Que seran tu corazón y el mio
Dos gardenias para ti
Que tendrán todo el calor de un beso
De esos besos que te dí
Y que jamás te encontrarán
En el calor de otro querer
A tu lado vivirán y se hablarán
Como cuando estás conmigo
Y hasta creerán que se diran:
Te quiero.
Pero si un atardecer
Las gardenias de mi amor se mueren
Es porque han adivinado
Que tu amor me ha traicionado
Porque existe otro querer.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Armadilha

Ophrys_bombyliflora_Mallorca

As abelhas têm uma vida atarefada, visita centenas de flores por dia e transporta o néctar para a colméia. Quando chega a primavera, os zangões procuram uma parceira. Para isso, confiam na visão e no olfato.
Mas existe uma flor mais esperta que o zangão e finge que é uma abelha pra chamar sua atenção, a orquídea.
Várias orquídeas silvestres precisam enviar “encomendas” de pólen para outras orquídeas. As abelhas são os mensageiros ideais. Mas visto que elas não tem um néctar gostoso para oferecer, têm de recorrer a uma isca. Elas tomam a forma e exalam um aroma de abelha fêmea. O zangão fica todo assanhado e tenta se acasalar com a flor.
Cada espécie de orquídea tem seu próprio disfarce e aroma.
Ophrys scolopax

Quando o zangão percebe o engano, a orquídea já depositou o pólen pegajoso no seu corpo. Ele sai voando, mas acaba sendo enganado por outra orquídea, que recebe o pólen. E assim vai passando de flor em flor.
Depois de vários enganos desses, o zangão aprende que não se pode confiar nas orquídeas.
A essas alturas, ele provavelmente já terá polinizado algumas flores.

Como essas orquídeas irracionais adquiriram o cheiro e o aspecto corretos para enganar as abelhas, isso só a Mãe Natureza saberia dizer.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

JASMIM


Nativo da Pérsia e Caxemira, o jasmim é cultivado e valorizado há muitos séculos.
Segundo o mito indiano, Kama, o deus do amor, coloca jasmins nas pontas de suas flechas para atingir o coração dos humanos pelos sentidos.
Na China, o jasmim era usado para comemorar o ano novo com suas pétalas, para pendurar suas flores nas beiradas de casas flutuantes, para fazer chás, para enfeitar os cabelos das moças e também para purificar o quarto dos doentes.

O óleo de jasmim é obtido das puras flores brancas do Jasminum grandiflorum, Jasminum officinale ou Jasminum odorantíssimum, todos nativos da Índia.
O Jasmim é o óleo de mais difícil extração e quase impossível de se imitar.

Sua extração é feita logo após a colheita que, deve ser feita pela madrugada, quando a flor exala o seu mais doce perfume e em toda a sua grandeza.
Coleta de Jasmim em Grasse - França
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Relógio das flores


Uma outra invenção exótica do século XIX foi o relógio das flores, um canteiro de flores no jardim feito para incorporar várias plantas que exalariam sua fragrância durante determinadas horas do dia e da noite.
Além disso, as mulheres eram estimuladas a mudar de perfume regularmente para corresponder às horas corretas.
Os odores às vezes são melhor usados a determinadas horas do dia, e cada hora é indicada pelo desabrochar de uma determinada flor.
Um relógio de flores pode ser cultivado no seu jardim, tendo flores que desabrochem sequencialmente dependendo da hora do dia. É um relógio das flores, em vez do sol.

Eugene Rimmel, no "The Book of Perfumes (1865), sugere esse relógio das flores que, segundo ele, vem de um texto sobre botânica ainda mais antigo:
"E os temperos da madressilva são transportados
E o almíscar das rosas soprados"

Como uma nota final de fragrância no jardim, o relógio das flores era cultivado por ser decorativo, bem como cheiroso. Essas áreas especiais do jardim compreendiam apenas plantas com folhagem ou flores de forte cheiro.



Texto e ilustração: O Livro da Aromaterapia (Jeanne Rose).
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Violetas perfumadas



Violeta – Viola odorata

Considerada como símbolo da terra que desperta fazendo brotar nova vida, a violeta foi mencionada por muitos poetas ao longo do tempo, mas foi Shakespeare quem a citou como flor de importância, referindo-se a ela como “precoce”, uma vez que é uma das primeiras flores a desabrochar na primavera:

A precoce violeta assim repreendi:
Doce ladra, de onde roubaste aroma tão doce,
Se não do hálito de minha amada?



Na mitologia era considerada a flor de Zeus, rei dos deuses. Conta a lenda que Zeus estava apaixonado por uma bela jovem chamada Io e, para protege-la de Hera, sua esposa ciumenta, transformou-a em um bezerro. Depois, para alimenta-la com uma iguaria delicada, Zeus ordenou à terra que produzisse uma linda flor em homenagem à sua amada. A esta flor, ele deu o nome de Íon, a palavra grega para violeta.

Já desde o século VI acreditava-se nas propriedades curativas da violeta. Nos séculos XII e XIII entre os cortesãos, a violeta era objeto das festas da primavera da época.
Era salpicada em coroas para refrescar a fronte e dissipar a dor de cabeça e a embriaguez.
A violeta era tão estimada pelos antigos gregos que se tornou o símbolo de Atenas.
Era cultivada por eles para adoçar alimentos e, por volta do século XV, podia ser encontrada em todos os jardins de mosteiros, para uso tanto na preparação de alimentos quanto medicinal. Ela era utilizada para aliviar melancolia e para curar dores de cabeça e insônia, até mesmo em bebês: colocavam-se as suas flores sobre o travesseiro quando iam dormir.
E, ainda nos dias de hoje as violetas são utilizadas em saladas, doces, geléias e, cristalizadas com açúcar, dando um toque especial e elegante às receitas.
Seu gosto é adocicado e perfumado.

Para cristalizar as violetas:
Escolha violetas muito perfumadas. Prepare uma calda, usando uma xícara de água e ½ Kg de açúcar de confeiteiro. Ponha as violetas a ferver por um minuto nessa calda, tendo o cuidado de colocar na caçarola uma quantidade pequena para não amontoá-las.
Com uma escumadeira, retire as violetas e espalhe-as sobre papel impermeável. Reponha três vezes seguidas, na mesma calda fervente.
Aqueça forno prévia e brandamente. Quando as violetas estiveram passadas na calda, desligue o forno e coloque-as para secar com o forno apagado, virando-as uma vez.

Estão prontas para saborear.

Só servem as da espécie viola odorata que são as verdadeiras violetas.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O sabor das flores


De muito longe, no tempo, vêm os confeitos de flores, de preferência as de Vênus (Afrodite), consideradas as mais doces, perfumadas e... afrodisíacas.

Segundo a mitologia grega, quando a luz desfez o caos e os deuses passaram a governar o mundo, as divindades concederam à terra suas graças, brotadas sob formas vegetais, recobrindo de jardins e florestas os vales e as montanhas e atapetando todo o fundo dos mares de opulenta flora.
Cada árvore, cada flor, cada erva obteve de um deus ou de uma deusa preferência e proteção. As mais belas flores, de cores vivas, sabor doce e perfume extasiante – as rosas vermelhas, as verbenas, as murtas, as flores de laranjeira – couberam, na partilha, a Afrodite, a deusa do Amor.”

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Lendas à parte, o certo é que os povos antigos criaram delícias gustativas à base de flores.
Com as invasões bárbaras essa arte ficou esquecida, apenas em alguns mosteiros se continuava a fazer licores, doces, pétalas confeitadas, creme e geléias perfumados com flores. E, depois, com a revolução industrial, apenas algumas senhoras, mais requintadas e amorosas, davam-se ao trabalho de preparar os doces de flores.
Assim sendo não desapareceram de todo as conservas de rosas, as balas de violetas e os pãezinhos de alecrim.
Hoje, o retorno pelo gosto natural trouxe de volta várias receitas esquecidas.

As flores devem ser de jardim ou de cultivo orgânico, sem o uso de fertilizantes e devem ser colhidas de manhã bem cedo, com o sol ainda fraco, lavadas e secas rapidamente com muito cuidado. Podem ser guardadas em saco plástico, na geladeira por algumas horas.
Algumas podem ser usadas secas. Para secá-las, os ramos devem ser dependurados de cabeça para baixo em lugar bem ventilado e escuro.
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Livros de consulta: “Segredos de Tias e Flores” ( Henda da Rocha Freire);
“Entre o jardim e a horta” (Gil Felippe)

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tussie Mussies


Houve um tempo em que as mulheres, quando saíam às ruas, costumavam levar pequenos buquês feitos com flores e ervas aromáticas..
Esses buquês, chamados Tussie Mussies, tem sua origem datada de pelo menos 1440 (era medieval) e, eram levados na mão de forma que as flores ficassem bem próximo ao nariz para amenizar os maus cheiros da precária higiene e da falta de saneamento da época.

Rosa, lavanda, tomilho, manjerona, amor-perfeito, verbena odorífera, camomila e madressilva, eram as flores e ervas mais utilizadas para o pequeno arranjo. O que contava era que, as espécies fossem de aroma fresco e agradável. Com o tempo, esses pequenos buquês foram se sofisticando, combinando cores, aromas, laços de fitas e muitas vezes um suporte de formato de um cone.

Eles ficaram bastante popularizados na época vitoriana, época em que as flores eram bastante valorizadas, e dotadas de diversos significados. Era muito comum as pessoas se presentearem com os Tussie Mussies para transmitir mensagens secretas, e muitos livros foram escritos descrevendo significados e gestos a serem utilizados.
Por exemplo: se uma moça recebia de um pretendente um desses buquês, deveria receber com a mão direita para dizer sim e com a mão esquerda para dizer não. Conforme a flor e o aroma, também teriam significados diferentes.

Até hoje se mantém o uso desses delicados arranjos, como os buquês das noivas e também como um delicado presente a alguém que se queira agradar.

É fácil fazer um Tussie Mussie:
Escolhas as flores e ervas, corte os caules no tamanho apropriado e deixe num vaso com água por umas duas ou três horas. Depois disso comece o buquê começando do centro. À medida que for colocando as flores vá girando e amarrando frouxamente com um barbante ou linha. Quando chegar ao tamanho desejado, coloque as ervas perfumadas em torno e arremate com uma fita dando um lindo laço. Pode, ainda se quiser usar um cone delicado ou uma toalhinha redonda de tule, renda ou organdi.


Os Tussie Mussies são de bom gosto, diferentes e encantadores.
Você também pode colocar em diversas partes da casa para proporcionar mais cor e perfume ao ambiente e dando aquele ar antiguinho que tanto nos encanta...


Fonte de consulta - Livro: Feng Shui para o Jardim (Richard Webster).:
Fotos da Internet

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ÁGUAS FLORIDAS


São lindas, fáceis de fazer e enfeitam o banheiro, que fica com um ar antiguinho, dos tempos da vovó. Em vidros antigos são uma preciosidade. Mas também fica ótimo naquelas garrafinhas engraçadas que sempre temos pena de jogar fora. Aos poucos vai se formando uma coleção colorida que embeleza e alegra uma prateleira esquecida ou um cantinho meio desajeitado.
O resultado não será tão aromático, mas o prazer que se tira disso é enorme. As águas de cheiro borrifadas no ar, deixadas em recipientes espalhados pela casa emanam um perfume delicado e suave, muito calmante.
Podemos fazer águas floridas com flores como o jasmim, rosas, camomilas e damas da noite, e com ervas como o tomilho, alecrim, sálvia e manjericão, entre outras. O gostoso é sempre ir experimentando e conseguindo novos perfumes.

Material
- 750ml de água filtrada
- 100ml de álcool de cereais
- 50 gramas de flores ou ervas frescas ou secas
- Coador
- Pedaço de linho ou gaze
- Colher de pau
- Recipiente de vidro com tampa hermética

Como fazer:
- Coloque o álcool e a água no recipiente de vidro, feche e agite para misturar.
- Adicione as ervas ou flores, tampe e misture.
- Deixe em um local escuro por uns dez dias, agitando de vez em quando.
- Após esse tempo, passe pelo coador forrado com a gaze ou linho e
esprema bem as flores.
- Ponha o preparado nas garrafinhas escolhidas, lavadas previamente com água fervente.

Se quiser ponha uns galhinhos dentro do vidro para enfeitar, com o auxílio de uma pinça comprida.

Utilize plantas integrais e não tratadas, as de jardim são mais indicadas ou, sendo secas, aquelas que compramos em lojas de produtos naturais.

Neste trabalho, a limpeza vale pelo visual: a transparência é importante para mostrar os detalhes da cor, das flores e das folhas.

Não deixe os frascos em locais que peguem sol direto, pois a luz intensa afeta a qualidade do preparado.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

O perfume da rosa



O perfume da rosa acalma a mente aflita.


Simbolicamente, é o óleo do amor, é o mais nobre e precioso dos óleos da perfumaria.
E um dos mais caros, pois para se obter 1 litro de óleo é necessário cerca de 4.000 kg de pétalas de rosas.
Os botões de rosa devem ser colhidos pela manhã, logo depois do orvalho, antes dos primeiros raios de sol e destilados imediatamente, pois é neste momento que está contido todo o seu perfume.
Ao ser tocada pelo sol, a rosa abre suas pétalas e vai liberando o seu perfume lentamente até atingir todo seu esplendor, quando então, fenece.

Em aromaterapia é considerado afrodisíaco, animador, antidepressivo e atua no sistema reprodutor feminino e estimula o chakra cardíaco.

Ó óleo essencial é obtido por destilação a vapor das espécies Rosa centifolia, Rosa damascena, Rosa eglanteria, Rosa gallica officinalis, Rosa rubiginosa.
Cultivadas em grande escala em Marrocos, Índia, Bulgária, Turquia, Pérsia e sul da França.

“O óleo de rosa atua diretamente em nossas emoções, elevando a auto-estima,
despertando o amor, a sensualidade e sexualidade."