A quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso. (Manoel de Barros)



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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Masalas



Na Índia para alguém ser considerado bom cozinheiro, é necessário que seja, antes de tudo, um inspirado “malsachi”, um misturador de especiarias, o que é compreensível numa terra em que até um simples chá é arte de sutilezas: seu masala chai, por exemplo é uma mistura delicada de ervas e especiarias.

Até os incensos, indispensáveis nos cultos religiosos, rituais de limpeza e meditação, são “masalas” maravilhosas que misturam essências de madeiras como o sândalo, de flores como o jasmim e rosas, de ervas como o alecrim e o manjericão, de matos cheirosos como o patchouli e o capim-limão.
Nenhum outro povo do planeta soube, como este, misturar cheiros e sabores da natureza com tanta exuberância e harmonia.


O sabor das masalas varia, sutilmente, de acordo com os ingredientes e as proporções empregadas. Cada alimento pede uma mistura e há sempre um toque pessoal no preparo, a cargo dos recriadores anônimos dessa fórmula criada lá atrás, a perder de vista na poeira dos tempos(.... ) quantidades indecifráveis de cravos, canela, cominhos, feno grego, louro, pimentas, alho, coentro, gengibre, cardamomo, curcuma, tomilho, cebola, moscada e mace, a delicada pele que reveste a noz.
Os ingredientes são usados geralmente são usados secos e em pó, num casamento de sabores no qual nenhum se sobressai – essa, a grande arte dos “malsachi”....


(Rosa Nepomuceno - Viagem ao fabuloso mundo das especiarias - página 90)


Masala – é uma mistura bem variada de diversas especiarias, ervas e plantas aromáticas que faz parte da identidade da culinária indiana, presente em diversos pratos.
Masala chai – é a bebida indiana que mistura chá preto (chai) com masala, tão popular quanto o nosso cafezinho. Alguns indianos trocam o chá preto por chá de jasmim.

Uma receitinha básica para o masala chai:


Para a masala:
100g de gengibre / 25g de cravo da índia / 100g de pimenta do reino / 40g de canela / 10g de noz moscada / 35g de cardamomo.
Atenção: todos os ingredientes em pó.
Coloque tudo numa vasilha grande e misture bem, até ficar homogêneo, com cuidado para não levantar poeira, ou você vai espirrar várias vezes. Guarde o pó em um recipiente seco e bem fechado

Preparando o chai:
Misturar ½ xícara de água com ½ xícara de leite e deixar ferver. Adicionar 2 colherinhas de açúcar, 1 colherinha da masala e 2 saquinhos de chá preto. Deixar ferver por 5 a 10 minutos (quanto mais tempo, mais forte). Passe pelo coador e sirva quente.

Beba de preferência em um dia frio, pois com todas essas especiarias, vai dar um calorzinho... e se embriague neste aroma doce e envolvente.
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domingo, 1 de maio de 2011

Flores na salada



Flores comestíveis das ervas aromáticas

As flores das ervas aromáticas podem ser usadas da mesma maneira que as folhas ou sementes dessas espécies, para preparar pratos culinários como parte integrante ou como decoração. Na maioria dos casos, as flores tem mais aroma que as folhas e sementes. E podem ser empregadas em geral em saladas e nas sopas e ingeridas à vontade.

É só escolher as flores da aromática! Alecrim, anis, estragão, hissopo, hortelã, manjericão, tomilho, entre outras e preparar esta salada:

Salada de pepino com ovos cozidos
- flores da erva aromática escolhida
- 1 pepino em rodelas finas
- sal a gosto
- 4 ovos cozidos (separar as gemas das claras)
- salsinha picada a gosto
- 10ml de vinagre de vinho
- Mostarda em pós a gosto
- Pimenta do reino a gosto
- 150ml de iogurte natural

Salpicar sal sobre as rodelas de pepino, colocar em uma peneira e pôr um prato pesado pro cima das rodelas, deixando por meia hora para escorrer o excesso de líquido.
Picar as claras e misturar com as rodelas de pepino já escorridas.

Em uma tigela misturar, amassando, as gemas com o vinagre, a mostarda, o sal e a pimenta. Juntar o iogurte aos poucos, misturando bem. Ajuste o sal e a pimenta.


Deixar por meia hora na geladeira antes de servir.

Em um prato grande ou em pratos individuais, disponha folhas de alface e coloque a mistura de pepino com as claras picadas, cobrir com o molho de iogurte e salpicar as flores escolhidas.


Texto e receita do livro "Entre o Jardim e a Horta" de Gil Felippe
A foto peguei AQUI.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ducha perfumada


Faça um saquinho e coloque dentro dele pedacinhos de sabão, uma erva seca e flores de lavanda, costurando-o por inteiro. Ao tomar o seu banho de chuveiro, esfregue-o por todo o corpo, perfumando a pele de maneira agradável. O conteúdo deve ser renovado de três em três dias.

Além de deixar um cheirinho bom, ainda traz benefícios:
Lavanda - Acalma, diminui a tensão nervosa e a enxaqueca e ainda suaviza a pele.
Alecrim - Combate a fadiga física e mental, estimula a concentração
Sálvia - Tonifica a pele e fortalece os nervos.
Jasmim - Ajuda a combater a depressão e é afrodisíaco.
Camomila - Diminui a irritabilidade e a ansiedade.
Capim Limão - Ameniza a ansiedade, o nervosismo e dores de cabeça.
Rosa branca - suaviza e tonifica a pele. É afrodisíaca.

E ainda contribuem para melhorar a respiração.

Obs: Não use especiarias, pois podem irritar a pele

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sábado, 8 de janeiro de 2011

Camomila



A camomila além de sua beleza e suave perfume, também nos oferece benefícios. Seu óleo essencial tem propriedades calmantes, antiinflamatórias e nos ajuda a obter uma pele bonita e saudável.

Prepare uma Água Florida de Camomila da seguinte maneira:
Ponha a ferver um pouco d'água (um copo) com um punhado de flores secas, por 1 minuto. Deixe amornar e passe por um coador e guarde na geladeira.
A água de camomila pode ficar guardada na geladeira por uma semana. Ponha num vidro bem fechado e de preferência de cor âmbar ou outra cor escura. Faça em quantidades pequenas.
Use como tônico natural. Aplique no rosto com algodão em movimentos suaves e deixe secar naturalmente, para refrescar no verão e proteger a pele de queimaduras solares.
Pode ser usado em todos os tipos de pele.

Aplique um algodão suavemente embebido nos olhos inflamados e inchados e deixe por alguns minutos.

Borrifar os cabelos com a água da camomila ajuda a mantê-los hidratados além de dar um toque aloirado.

Para o chá use uma colher de sopa de flores para uma xícara de água ou use os saquinhos que vendem nas lojas e farmácias. Tome quente ou frio.


Na Idade Média, as flores da camomila eram espalhadas pelo chão devido ao seu perfume de maçã, e as mulheres davam cor dourada aos cabelos com elas.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Violetas perfumadas



Violeta – Viola odorata

Considerada como símbolo da terra que desperta fazendo brotar nova vida, a violeta foi mencionada por muitos poetas ao longo do tempo, mas foi Shakespeare quem a citou como flor de importância, referindo-se a ela como “precoce”, uma vez que é uma das primeiras flores a desabrochar na primavera:

A precoce violeta assim repreendi:
Doce ladra, de onde roubaste aroma tão doce,
Se não do hálito de minha amada?



Na mitologia era considerada a flor de Zeus, rei dos deuses. Conta a lenda que Zeus estava apaixonado por uma bela jovem chamada Io e, para protege-la de Hera, sua esposa ciumenta, transformou-a em um bezerro. Depois, para alimenta-la com uma iguaria delicada, Zeus ordenou à terra que produzisse uma linda flor em homenagem à sua amada. A esta flor, ele deu o nome de Íon, a palavra grega para violeta.

Já desde o século VI acreditava-se nas propriedades curativas da violeta. Nos séculos XII e XIII entre os cortesãos, a violeta era objeto das festas da primavera da época.
Era salpicada em coroas para refrescar a fronte e dissipar a dor de cabeça e a embriaguez.
A violeta era tão estimada pelos antigos gregos que se tornou o símbolo de Atenas.
Era cultivada por eles para adoçar alimentos e, por volta do século XV, podia ser encontrada em todos os jardins de mosteiros, para uso tanto na preparação de alimentos quanto medicinal. Ela era utilizada para aliviar melancolia e para curar dores de cabeça e insônia, até mesmo em bebês: colocavam-se as suas flores sobre o travesseiro quando iam dormir.
E, ainda nos dias de hoje as violetas são utilizadas em saladas, doces, geléias e, cristalizadas com açúcar, dando um toque especial e elegante às receitas.
Seu gosto é adocicado e perfumado.

Para cristalizar as violetas:
Escolha violetas muito perfumadas. Prepare uma calda, usando uma xícara de água e ½ Kg de açúcar de confeiteiro. Ponha as violetas a ferver por um minuto nessa calda, tendo o cuidado de colocar na caçarola uma quantidade pequena para não amontoá-las.
Com uma escumadeira, retire as violetas e espalhe-as sobre papel impermeável. Reponha três vezes seguidas, na mesma calda fervente.
Aqueça forno prévia e brandamente. Quando as violetas estiveram passadas na calda, desligue o forno e coloque-as para secar com o forno apagado, virando-as uma vez.

Estão prontas para saborear.

Só servem as da espécie viola odorata que são as verdadeiras violetas.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O sabor das flores


De muito longe, no tempo, vêm os confeitos de flores, de preferência as de Vênus (Afrodite), consideradas as mais doces, perfumadas e... afrodisíacas.

Segundo a mitologia grega, quando a luz desfez o caos e os deuses passaram a governar o mundo, as divindades concederam à terra suas graças, brotadas sob formas vegetais, recobrindo de jardins e florestas os vales e as montanhas e atapetando todo o fundo dos mares de opulenta flora.
Cada árvore, cada flor, cada erva obteve de um deus ou de uma deusa preferência e proteção. As mais belas flores, de cores vivas, sabor doce e perfume extasiante – as rosas vermelhas, as verbenas, as murtas, as flores de laranjeira – couberam, na partilha, a Afrodite, a deusa do Amor.”

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Lendas à parte, o certo é que os povos antigos criaram delícias gustativas à base de flores.
Com as invasões bárbaras essa arte ficou esquecida, apenas em alguns mosteiros se continuava a fazer licores, doces, pétalas confeitadas, creme e geléias perfumados com flores. E, depois, com a revolução industrial, apenas algumas senhoras, mais requintadas e amorosas, davam-se ao trabalho de preparar os doces de flores.
Assim sendo não desapareceram de todo as conservas de rosas, as balas de violetas e os pãezinhos de alecrim.
Hoje, o retorno pelo gosto natural trouxe de volta várias receitas esquecidas.

As flores devem ser de jardim ou de cultivo orgânico, sem o uso de fertilizantes e devem ser colhidas de manhã bem cedo, com o sol ainda fraco, lavadas e secas rapidamente com muito cuidado. Podem ser guardadas em saco plástico, na geladeira por algumas horas.
Algumas podem ser usadas secas. Para secá-las, os ramos devem ser dependurados de cabeça para baixo em lugar bem ventilado e escuro.
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Livros de consulta: “Segredos de Tias e Flores” ( Henda da Rocha Freire);
“Entre o jardim e a horta” (Gil Felippe)

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