A quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso. (Manoel de Barros)



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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quase mágico


Quase mágico e poderosamente intrigante é entender por que uma planta produz substâncias tão importantes para a espécie humana e descobrir como essas substâncias podem ser, e de fato são, úteis como medicamentos.

Elas vão se relacionar com o mundo utilizando-se de suas substâncias químicas como um dos mais importantes e belos mecanismos de sobrevivência e de perpetuação de uma espécie e como produtoras potenciais de compostos de utilidade para outras espécies. Entre elas os óleos essenciais, que dão o aroma da planta.

As plantas incorporam na sua matéria a energia da luz solar e substâncias do ar e do solo. Por meio de transformações químicas, são produzidos vários compostos químicos, entre eles: os ácidos, os aldeídos, os álcoois, as cetonas, os fenóis, os ésteres, os terpenos, etc.
Cada aroma será uma combinação única das substâncias químicas citadas, em dosagens cuidadosamente selecionadas pela natureza.

Curiosamente, para cada planta ou parte dela, a natureza escolhe algum composto dominante, criando substâncias com a adição de outros compostos, em menor proporção. Com isso, são criados inúmeros benefícios diferentes, através dos diversos óleos gerados por incontáveis possibilidades de combinações.

Na natureza, os aromas provenientes dos óleos presentes nas plantas têm uma dupla função. Em primeiro lugar, formam um escudo protetor, repelindo pragas, doenças, insetos e outras plantas. Em segundo lugar, o aroma funciona como um elemento de atração sobre aves e insetos, necessários para o processo de reprodução da planta, através da polinização.

São as diversas partes dos vegetais que fornecem a matéria prima para a extração dos óleos essenciais. Podem ser utilizadas, em separado, as folhas, as flores, os caules, os frutos, as sementes, as raízes ou uma combinação destes elementos.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Para entender melhor o mundo dos aromas


Para entender melhor o mundo dos aromas, é preciso saber alguns conceitos.
Aroma, cheiro, perfume, odor, olor, fragrância... são palavras que significam a mesma coisa mas, existem algumas pequenas diferenças, eu diria pequenas sutilezas desse Universo Aromático.

• Odor, cheiro – são termos mais genéricos. Pode ser uma sensação olfativa boa ou ruim - agradável ou não.

• Aroma, segundo o dicionário Aurélio, se refere somente ao complexo de substâncias odoríferas. Mas há um significado mais abrangente, podemos também dizer que a palavra Aroma é utilizada geralmente para designar substâncias que dão sabor e odor aos alimentos.

• Perfume – É uma sensação olfativa agradável, sinônimo de fragrância, difícil de descrever, com precisão, pelas palavras. Pode ainda qualificar uma linha de fragrâncias como, por exemplo: Perfumes Dior, Perfumes Avon, Perfumes Natura, etc.

• Essência, Fragrância ou Composição Aromática – É a mistura de substâncias (matérias primas) que apresentam aroma agradável, podendo ser de origem natural ou sintética, fruto da criatividade e da prática dos perfumistas.

• Óleos Essenciais – São as essências de origem natural, o princípio odorífero das plantas; são uma complexa mistura de diferentes substâncias químicas que formam entre si uma combinação bastante equilibrada, agradável que nos transmite bem-estar.

• Essências de Origem Sintética – São aquelas obtidas em laboratório, podendo ser obtidas dos óleos essenciais ou através da síntese orgânica, totalmente artificial. As essências são imitações dos aromas naturais. E pode nos trazer bem-estar, porém de forma mais transitória.

• Olor – é o cheiro dito de uma maneira mais poética.
“A tarde foi. A noite deslizou sigilosa sobre o sonho do homem sua cápsula celeste. Um triste olor selvagem soltou a madressilva” (Pablo Neruda)

Foto da Internet - Madressilva
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