A quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso. (Manoel de Barros)



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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Íris

A flor Íris é uma grande matéria-prima da perfumaria. Uma das mais caras, a mais facetada e talvez a mais feminina.
Sua essência é retirada da raiz ou rizoma por destilação a vapor, mas apresenta muito pouco rendimento, o que faz com que seja uma matéria prima muito cara.
Seu aroma lembra o da violeta, atalcado, herbáceo e amadeirado.

Os rizomas, secos e pulverizados, são empregados na perfumaria desde os tempos do Antigo Egito e Grécia, mas foi em Florença que adquiriu notoriedade.
A espécie mais empregada na perfumaria é a variedade florentina, conhecida como lírio florentino ou íris germânica
Utilizada na fabricação de talcos, pós, cosméticos e nas preparações para sachês e pot pourris.

Diz a lenda, quando aspergido nos lençóis, captura e mantém o amor desejado.

Seu nome Íris tem ligação com a mitologia grega:



Íris, a mensageira dos deuses, a personificação do arco-íris, era a ponte, a ligação entre o Céu e a Terra, entre os deuses e os homens. Geralmente é representada com asas e coberta com um leve e fino véu que, ao receber os raios do sol, toma as cores do arco-íris.
Na antiga Grécia, acreditava-se que a deusa Íris era encarregada de transportar as almas das mulheres para a eternidade e, por isso, era sempre lembrada nos rituais femininos.

Íris viajava com a velocidade do vento, podia ir de um canto do mundo a outro, ao fundo do mar ou às profundezas do mundo subterrâneo, deixando no céu o arco-íris como rastro.

O arco-íris é um símbolo universal do caminho e da ligação entre o mundo terreno e o mundo celeste. Representa a “escada de sete cores” por onde Buda torna a descer do céu. No Gênesis, o arco-íris é citado como símbolo de uma grande aliança, quando Deus diz a Noé: “Porei o meu arco nas nuvens e ele será o sinal da aliança entre eu e a terra. E quando eu tiver coberto o céu de nuvens, o meu arco aparecerá nas nuvens e me lembrarei da minha aliança convosco e com toda a alma vivente que anima a carne”.


Fontes:
- A Sinergia das Flores (livro de Rose Aielo Blanco e Ricardo Figueiredo)
- O Boticário
- Perfumes Bighouse

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Baunilha e Hipinose


Hipnose, mensagens subliminares e fragrâncias estão sendo utilizadas pela loja Browns Focus, em Londres, para atrair clientes e induzi-los a comprar. Na vitrine, foi colocado um disco giratório hipnótico. Já a música ambiente comunica mensagens subliminares. Fechando o cerco, foram acrescentadas aos produtos de limpeza microcápsulas de baunilha, o que tornaria as pessoas mais suscetíveis a gastar. Mas só entra quem quer, pois na porta da loja há o aviso de que quem entrar estará participando de uma experiência. O projeto, chamado de Hypnotic Shop, vai durar um mês e os resultados das vendas serão comparados aos de outras lojas da mesma marca.

Fonte: Revista H&C (Perfumaria)


O cheirinho da baunilha nos ajuda a esquecer as preocupações, revelando a alegria, a espontaneidade, deixando a mente relaxada e uma grande sensação de bem estar.
Ele nos faz retornar à nossa infância, ao colo da nossa mãe.

A baunilha pertence à familia das orquídeas. Possui flores vistosas, efêmeras e muito perfumadas. É do fruto que se extrai toda a sua essência.

O fruto é carnoso, em formato de vagem ou ovalado, podendo alcançar 20 a 25 centímetros de comprimento e 3 centímetros de espessura, com sementes pesadas e crustáceas, negras ou acastanhadas... e perfumadas
A essência da baunilha é muito utilizada na preparação de alimentos infantis, pudins, bolos, sorvetes dando aquele cheiro e gosto de quero mais.

Mas por uma questão de preservação da espécie, a maioria das essências utilizadas é obtida em laboratório, a vanilina, como é conhecida.

O óleo essencial costuma ser muito caro e difícil de se achar.
As vagens, podemos encontrar em lojas de produtos naturais.

É de grande utilidade na perfumaria dando fixação e um toque atalcado e refinado ao perfume.
O cheiro da baunilha é também considerado afrodisíaco.

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sábado, 9 de outubro de 2010

A arte de se perfumar


Não importa como nos vestimos, se de uma maneira despojada ou clássica, sofisticada ou esportiva, cores fortes ou suaves. A maneira como nos mostramos ao mundo revela um pouco da nossa personalidade. Mas, mais do que a roupa, a cor ou o discurso, nos revelamos através do perfume que usamos, que representa uma mensagem instantânea e sutil.
Os odores se fixam na memória com mais intensidade do que as imagens ou os sons, influenciando nossa capacidade de evocar lembranças do passado e revivê-las. Escolher uma fragrância, portanto, não é um ato gratuito. Os cheiros traduzem humores, falam de nossos anseios e procuras. Quando compramos um perfume buscamos algo mais do que um simples odor agradável, compramos uma imagem.

Perfume é assunto estritamente pessoal. Não adianta seguir a dica de uma amiga ou comprar aquela marca que acabou de sair. Uma mesma fragrância reage de maneira diferente em cada pessoa. O jeito é experimentar até chegar à essência desejada. Escolher uma fragrância é quase como optar por um traço da personalidade.

A Arte de se perfumar consiste em encontrar a fragrância que mais combina com a nossa pele, a nossa personalidade, o nosso estado de espírito; enfim, que fale, numa linguagem sutil, quem somos nós.

Um perfume pode dizer muito a respeito de quem o usa. É uma poção mágica capaz de mexer com a imaginação e o sangue, com nossos sonhos mais íntimos...Por isso, deve ser escolhido com muita sensibilidade, com a arte de um mestre.

sábado, 17 de julho de 2010

Sabonete



Em 1878, Harley Procter decidiu que a fábrica de vela e sabão fundada pelo seu pai deveria produzir um sabão novo, branco, cremoso e delicadamente perfumado para competir com os mais finos sabões corrosivos importados daquela época.

Como fornecedores de sabão para o exército federal durante a guerra civil, a empresa era apropriada para enfrentar tal desafio. O primo de Procter, o químico James Gamble, logo chegou à fórmula desejada. Chamado simplesmente de "sabão branco", ele produzia uma rica espuma, mesmo em contato com a água fria, e tinha uma consistência homogênea e suave.

Certo dia, um trabalhador da fábrica que examinava os tanques de sabão parou para almoçar, esquecendo-se da máquina misturadora principal. Ao voltar, descobriu que havia sido injetado ar demais na solução do sabão. Em vez de jogar a substância fora, ele despejou-a em fôrmas de endurecimento e corte. Pedaços do primeiro sabão cheio de ar foram entregues a lojas da região. Os consumidores adoraram. A fábrica ficou abarrotada de cartas solicitando mais daquele extraordinário sabão que não ficava perdido dentro da água escurecida porque flutuava. Ao perceber que se beneficiaram com o mero acidente, Harley Procter e James Gamble pediram que, a partir de então fosse dada uma injeção extra de ar em todo sabonete. Os primeiros pedaços do "sabão mármore", como foi batizado o novo produto, apareceram em Outubro de 1879, no mesmo mês em que Thomas Edison testou com sucesso a lâmpada elétrica. Harley Procter previu que a luz elétrica poderia acabar de vez com seu lucrativo negócio de velas, e, assim, decidiu promover seu sabonete.