Estar imerso no mundo dos aromas, ainda que temporariamente, é mudar seu estado de consciência e despertar para um momento mais completo. A fragrância tem o poder instantâneo e invisível de invadir a consciência com “prazer puro”. O aroma nos alcança de maneiras que escapam da visão e da audição, mas estimulam a imaginação com toda a sua sensualidade, revelando mundos ocultos. (Mandy Aftel)
A quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso. (Manoel de Barros)
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Ritual dos Aromas
O homem é um ser inquieto, sociável, sempre curioso e comovido com algo impalpável. E sua ambição é entrar em contato direto com a essência divina em que acredita.
Os rituais das fragrâncias, as práticas e processos evocativos são a psicoterapia que atinge o mental, e os aromas favorecem ao homem a ativar o cérebro e mergulhar no seu subconsciente, codificado em sua memória.
No ritual dos aromas, as técnicas atuam na sensibilidade. Certos odores têm efeitos calmantes, hipnóticos.
O bálsamo da Judéia, por exemplo, jogou Salomão nos braços da rainha de Sabá, que chegou ao Egito com sua legião de elefantes etíopes.
Marco Antônio se rendeu a Cleópatra envolvido nas nuvens aromáticas que se desprendiam das velas de seu barco.
As mulheres árabes faziam ungüentos perfumados com jasmim, sândalo e aloé. Rainhas e princesas egípcias perfumavam suas roupas e seus leitos com canela e mirra, entre outras espécies aromáticas.
Usavam óleos extraídos de plantas para se protegerem do sol causticante, leite cozido com feno grego para amaciar e refrescar a pele, cravos e erva-doce para mordiscar e perfumar o hálito.
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